EFELisboa

Portugal registrou nesta sexta-feira mais 6.489 casos de infecção pelo novo coronavírus, em dia que as autoridades locais voltaram a manifestar preocupação com o número de internações nas UTIs dos hospitais do país.

O balanço de hoje indica uma redução no contágio, em comparação com a véspera, quando foram contabilizados 6.994 positivos para o patógeno que provoca a Covid-19.

O total de casos, com os números desta sexta-feira, saltaram para 249.498 desde o início da pandemia.

Já a quantidade de mortes pela doença chegou a 3.762, com as 61 notificadas ao longo das últimas 24 horas.

Segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), foi atingido o recorde de internações de pacientes com Covid-19, que são, ao todo, 3.079. Destes, 481 estão em unidades de terapia intensiva dos hospitais do país, também a maior marca desde o início da pandemia.

A área mais afetada do país continua sendo a região Norte, que hoje acumula 56% dos novos casos, enquanto Lisboa e Vale do Tejo registraram 28% dos infectados.

ESTADO DE EMERGÊNCIA.

Hoje, o Parlamento de Portugal prorrogou, por mais 15 dias, o estado de emergência - nível de alerta mais alto - no país, para que sejam endurecidas as medidas de combate ao novo coronavírus.

A série de imposições e restrições será anunciada amanhã pelo primeiro-ministro luso, António Costa.

O estado de emergência, que expiraria nesta segunda-feira - e deixa 191 cidades com toque de recolher, inclusive Lisboa e Porto -, dessa forma, será prolongado até 8 de dezembro.

As medidas mais rígidas valem para todos os municípios que têm incidência acumulada de 240 casos de infecção pelo novo coronavírus para cada 100 mil habitantes.

As pessoas nestas cidades só podem sair de casa para atividades essenciais entre 5h e 23h. Nos fins de semana, o período é menor, entre 5h e 13h.

O ministro de Administração Interna, Eduardo Cabrita, indicou hoje que o número de município que ficarão em toque de recolher, entre 24 de novembro e 8 de dezembro, chegará a mais de 200, dos 308 do país.

Ante esta segunda ola, que está siendo más severa para el país que la primera, el Parlamento aprobó hoy una prórroga de quince días del estado de emergencia (nivel de alerta más alto), hasta el 8 de diciembre, que será promulgado formalmente por el presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, esta noche. EFE

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