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O presidente do Equador, Guillermo Lasso, trocará seu ministro da Economia, Simón Cueva, após 18 dias de protestos contra as políticas econômicas do governo lideradas pelo movimento indígena e camponês.

A mudança de ministro da pasta da Economia e Finanças foi confirmada à Agência Efe nesta segunda-feira por uma fonte do governo e será oficializada nas próximas horas.

Cueva faz parte do gabinete de Lasso desde o início do governo e se caracterizou por manter uma rígida disciplina fiscal e sólidos fundamentos macroeconômicos, incluindo uma reforma tributária para aumentar a receita.

Com isso, procurou cumprir as metas do programa de crédito que o Equador mantém com o Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$ 6,5 bilhões, dos quais US$ 5,8 bilhões já foram desembolsados.

A mais recente atribuição de US$ 1 bilhão foi aprovada na semana passada pelo FMI após o governo ter implementado uma série de medidas corretivas solicitadas pela instituição para acertar várias observações que a impediam de receber esse dinheiro antes.

Entre essas observações estava a realização de auditorias em companhias petrolíferas estatais e o relato de maior precisão nos gastos estatais com pensões e saúde em relação ao Instituto Equatoriano de Previdência Social (IESS, na sigla em espanhol).

No período em que Cueva esteve à frente do Ministério da Economia e Finanças, o produto interno bruto (PIB) do Equador registrou um crescimento de 4,2% em 2021 em relação a 2020, o que permitiu avançar em sua recuperação econômica, mas ainda sem alcançar os níveis anteriores à pandemia de covid-19.

Da mesma forma, no primeiro trimestre de 2022, a economia equatoriana cresceu 3,8% em relação ao mesmo período de 2021 e 0,4% em comparação ao último trimestre do ano passado, impulsionada pelo consumo nacional e investimento privado, tanto nacional como estrangeiro.

No entanto, os consumidores equatorianos também foram afetados por um forte aumento de preços, em linha com a tendência global, de modo que o aumento do custo de vida foi um dos motivos que levaram o movimento indígena e camponês a convocar a mobilização que durou 18 dias. EFE