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O presidente do Peru, o esquerdista Pedro Castillo, mantém uma alta reprovação em Lima e, principalmente, entre a elite econômica do país, de acordo com uma pesquisa divulgada neste domingo pelo jornal "El Comercio".

Segundo a pesquisa, realizada pela empresa privada Ipsos, a reprovação de Castillo subiu no último mês de 58% para 60% em nível nacional, enquanto a aprovação caiu de 36% para 33%.

O levantamento também confirmou que Lima, que corresponde a um terço da população do Peru, continua tendo o mais alto nível de desaprovação do presidente, com 79% de reprovação e 16% de aprovação.

A taxa de aprovação de Castillo é mais elevada no sul do Peru, com 56%, enquanto a sua reprovação nesta área é de 37%.

Estes números confirmam as preferências políticas que foram expressadas durante as eleições do ano passado, quando Castillo recebeu apoio decisivo das províncias para derrotar por pouco a direitista Keiko Fujimori, que tinha reduto em Lima.

Por nível socioeconômico, a pesquisa mostrou que as classes A e B ainda rejeitam esmagadoramente o presidente, com 93% e 72%, respectivamente, enquanto o índice de aprovação foi de 48% na classe E.

O estudo também confirmou a elevada reprovação da primeira-ministra, Mirtha Vásquez, e do ministro da Economia e Finanças, Pedro Francke, além da presidente do Congresso, a opositora María del Carmen Alva.

Vásquez soma 57% de reprovação e 23% de aprovação; Francke tem 48% de reprovação e 31% de apoio; e Alva conta com 52% de reprovação e 29% de aprovação.

O trabalho do Congresso, que é controlado por grupos políticos de direita liderados pelo fujimorismo, foi reprovado por 68% dos entrevistados e aprovado por 24%.

De acordo com a ficha de dados, o estudo foi realizado entre 1.209 pessoas de todo o país nos dias 13 e 14 de janeiro e tem uma margem de erro de 2,8% e um nível de confiança de 95%. EFE