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O emir de Abu Dhabi e presidente dos Emirados Árabes, Khalifa bin Zayed al Nahyan, morreu nesta sexta-feira aos 73 anos, sem que, até o momento, tenham sido informadas as causas, segundo veiculou a agência estatal de notícias "WAM".

"O Ministério de Assuntos Presidenciais apresenta suas condolências ao povo dos Emirados Árabes Unidos e das nações árabes muçulmanas, pelo líder da nação, Sua Alteza Khalifa bin Zayed al Nahyan, presidente do Estado, que se foi com Deus nesta sexta-feira, 13 de maio", aponta comunicado divulgado pela pasta, que foi reproduzido pelo veículo local de imprensa.

A nota, que não deu detalhes sobre a morte do chefe de Estado, indicou o ministério, que anunciou luto oficial de 40 dias e que as bandeiras dos Emirados ficarão a meio mastro no período, como é tradição em alguns países árabes.

Também foi anunciada a suspensão dos trabalhos em todas as instituições públicas e empresas privadas a partir de hoje.

Khalifa bin Zayed al Nahyan nasceu em 1948 e assumiu a presidência do país em 2004, após a morte do pai, Zayed bin Sultan Al Nahyan, responsável por unificar os sete emirados que compõem os Emirados Árabes e conseguiu coordenar a conversão do países desértico em um risco estado de petróleo, estável e com a economia mais dinâmica ba região.

O filho seguiu os passos do pai e liderou o país em numerosos projetos de modernização e desenvolvimento, além de investimentos de bilhões de dólares até que, em 2014, sofreu um derrame cerebral, que o levou para a mesa de cirurgia de forma urgente, em um hospital do país.

Depois disso, embora as autoridades locais tenham sustentado que o estado de saúde do presidente era "estável", o xeque desapareceu do cenário político e internacional, praticamente, não fazendo mais aparições públicas.

A figura mais forte dos Emirados Árabes e líder, de fato, do país, acabou passando a ser, a partir de 2004, Mohammed bin Zayed, irmão de Khalifa. EFE

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