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O procurador José Domingo Pérez, integrante da equipe especial da Lava Jato no Peru, pediu nesta quinta-feira que seja revogada a intimação com restrições ditada contra a candidata peruana Keiko Fujimori e também solicitou sua prisão preventiva por descumprimento de decisões judiciais.

No documento encaminhado ao juiz Víctor Zúñiga Urday, o procurador sustenta que a candidata à presidência pelo partido Força Popular violou as normas legais impostas durante a investigação por crime de lavagem de dinheiro, como a comunicação com testemunhas vinculadas ao caso das supostas contribuições ilegais para suas campanhas em 2011 e 2016.

"Foi novamente determinado que a arguida Fujimori Higuchi descumpriu a restrição de não se comunicar com as testemunhas; uma vez que constatou-se como público e notório que ela se comunica com a testemunha Miguel Torres Morales", detalha o texto.

Especificamente, Domingo Pérez cita a coletiva realizada ontem, na qual o advogado Torres se apresentou como porta-voz político da pessoa jurídica do partido Força Popular.

Ambos estiveram juntos na mesma mesa durante a coletiva de imprensa na qual o partido de Keiko pediu às autoridades eleitorais a anulação de 802 atas eleitorais, que representam cerca de 200.000 votos, sob acusação de irregularidades.

Fujimori é investigada por suposta lavagem de dinheiro no financiamento de suas campanhas eleitorais anteriores, que teriam recebido repasses ilegais da construtora brasileira Odebrecht, e pode ser condenada a até 30 anos de prisão.