EFEViña del Mar (Chile)

Um protesto nos arredores do local onde começa neste domingo o Festival Internacional de Viña del Mar, no Chile, um dos mais importantes da América Latina, terminou em confronto entre manifestantes e agentes das forças de segurança.

Um grande grupo se concentrou para questionar a realização do evento, diante da crise social que atravessa o país, que está em convulsão social desde outubro do ano passado. Em pouco tempo, a tropa de choque da polícia local começou a lançar água e gás lacrimogêneo para dispersar os ativistas.

"Estamos manifestando nossa total contrariedade a uma festa que é um circo, que segue dando de comer a alguns poucos", afirmou à Agência Efe Andrés Marambio, gestor cultural e um dos manifestantes presentes no local.

A advogada especializada em direitos humados Paula Arriagada, que também foi ao protestos, afirmou que o protesto contra o evento é porque se acredita que a manutenção da realização se dá para mostrar ao mundo uma imagem de normalidade do país.

"Hoje, o Chile está paralisado por completo. Estamos em convulsão social e uma crise profunda, que a classe política não consegue resolver, a não ser, se empenhando para reprimir as manifestações", lamentou a ativista.

Os confrontos mais violentos aconteceram muito próximo a Quinta Vergara, onde acontece o festival. No local, manifestantes queimaram carros, fizeram barricadas e lançaram pedras contra o icônico Hotel O'Higgins.

O estabelecimento, onde se hospedem jornalistas, espectadores e pessoas que trabalham no evento, acabou sendo evacuado, segundo os próprios administradores afirmaram à imprensa local.

O Festival de Viña del Mar seria aberto às 21h15 (hora local e de Brasília), com apresentação de Ricky Martin, a principal estrela da primeira das seis noites. EFE

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