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O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que não irá participar dos debates televisivos durante a campanha para as eleições presidenciais de 18 de março, segundo anunciou nesta terça-feira a Comissão Eleitoral Central (CEC).

"A equipe do candidato Vladimir Putin nos transmitiu rejeição aos espaços gratuitos que são concedidos para as atividades de propaganda na rede de televisão nacional", disse Ela Panfilova, presidenta da CEC.

Por sua vez, o chefe de campanha de Putin, Andrei Kondrashov, comentou em entrevista à imprensa que "trata-se só de uma rejeição a participar de debates nos canais de televisão federal".

Panfilova lembrou que cada candidato à presidência - dos oito oficialmente registrados na Rússia - tem direito a espaço eleitoral gratuito de uma hora em cinco redes de televisão e três emissoras de rádio nacional.

Nesta manhã representantes de outros dois candidatos ao Kremlin, o liberal Grigori Yavlinski e a opositora Ksenia Sobchak, protestaram contra a repetição na televisão russa de um documentário sobre Putin rodado pelo diretor americano Oliver Stone.

A projeção da filme, cujo estreia aconteceu em 2017, viola as regras de propaganda eleitoral nos veículos de imprensa, disseram os rivais de Putin.

Sobchak já lamentou a recusa de Putin de participar de debates eleitorais com outros candidatos ao comparecer à sua entrevista coletiva anual no Kremlin em dezembro passado para poder assim " falar e fazer-lhe perguntas ao presidente".

Além de Putin, Yavlinski e Sobchak concorrem às eleições de 18 de março os comunistas Pavel Grudinin e Maxim Suraikin, assim como o ultranacionalista Vladimir Zhirinovski, seis vezes candidato à Presidência russa; o advogado Sergey Baburin e o empresário Boris Titov.

Segundo as pesquisas, o líder russo, de 65 anos, será reeleito com um resultado histórico de mais de dois terços dos votos, o que lhe permitirá permanecer no Kremlin até 2024.