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A saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã desestabiliza a situação na região e põe em cheque o futuro do regime de não proliferação nuclear, declarou nesta sexta-feira o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

"O abandono por parte dos Estados Unidos do Plano Conjunto de Ação, aprovado unanimemente pelo Conselho de Segurança da ONU em 2015, não só desestabiliza a situação na região, mas também é capaz de minar o regime de não proliferação nuclear", disse Putin durante a cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês) em Biskek, Quirguistão.

O chefe do Kremlin - que ao longo da cúpula tem várias reuniões bilaterais programadas, incluindo uma com o presidente iraniano, Hassan Rohani - afirmou que a Rússia, que assumirá a presidência da SCO depois do Quirguistão, insistirá no cumprimento das obrigações do pacto por parte dos demais signatários, ou seja, China, França, Reino Unido e Alemanha, além da própria Rússia.

"Consideramos que esse seja o único caminho correto e lógico", disse Putin.

Os EUA se retiraram de forma unilateral do JCPOA em 2018 e impôs novas sanções contra a República Islâmica, alegando que o Irã não segue o espírito do acordo ao continuar com um programa balístico e intervir nos conflitos de Síria e Iêmen.

Teerã anunciou no dia 8 de maio, coincidindo com o primeiro ano do abandono do acordo por parte dos EUA, que não cumpriria alguns aspectos do tratado, mas deu aos países signatários 60 dias para que atendam seus pedidos.

Estes estão relacionadas com os benefícios econômicos que o Irã espera em troca de reduzir sua aspiração nuclear.