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O rei Felipe VI da Espanha não propôs nesta terça-feira um candidato a posse como presidente do governo do país após uma rodada de conversas com os líderes dos principais partidos, e com isso aumentou a chance para que haja novas eleições gerais em 10 de novembro.

O rei comunicou a decisão à presidente do Congresso dos Deputados, Meritxell Batet. Segundo a legislação espanhola, o prazo máximo para que o Congresso dos Deputados e o Senado sejam dissolvidos e as novas eleições convocadas é a próxima segunda-feira.

Até a data, porém, pode ocorrer uma reviravolta, evitando assim um novo pleito.

Após dois dias de consultas, Felipe VI constatou que não existe um candidato que conte com os apoios necessários para que seu nome seja aprovado pelo Congresso dos Deputados como novo presidente do governo da Espanha.

A decisão do monarca foi tomada depois de uma reunião com o presidente interino do governo, Pedro Sánchez, e os líderes dos principais partidos políticos com representação parlamentar.

Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), venceu as eleições realizadas no país em 28 de abril, mas sem conseguir maioria para formar governo sem alianças. Desde então, ele vem negociando, sem sucesso, com a coalizão Unidas Podemos.

A insistência de Sánchez e do PSOE de formar um governo unitário, contando apenas com o apoio parlamentar da coalizão esquerdista, contrasta com o desejo da Unidas Podemos, que quer montar um Executivo de coalizão com os socialistas.

Além disso, as duas grandes legendas com grande representação parlamentar - o Partido Popular e o Ciudadanos - já mostraram a intenção de votar contra uma possível candidatura de Sánchez, como fizeram em julho, e recusaram a hipótese de uma abstenção que permitisse ao PSOE formar governo para encerrar a instabilidade política do país.