EFEBogotá

Ex-presidente da Colômbia entre 2002 e 2010 e um dos políticos mais influentes do país, Álvaro Uribe aceitou um convite do mandatário recém-eleito, Gustavo Petro, que é um de seus maiores adversários, para que se reúnam como parte de um grande acordo nacional que o vencedor do pleito do último domingo está tentando forjar.

Em uma mensagem no Twitter, Uribe, que é de direita, agradeceu o convite do esquerdista Petro e afirmou que participará "da reunião em nome do Centro Democrático", seu partido, e ressaltou que os dois têm "visões diferentes de um mesmo país".

Por sua vez, Petro respondeu que "a era do diálogo é a base de toda a humanidade" e agradeceu pela "resposta positiva", acrescentando que "a Colômbia ficará grata se pudermos encontrar um terreno comum para uma pátria comum".

Antes mesmo de vencer as eleições com quase 11,3 milhões de votos, Petro vinha realizando reuniões com setores econômicos, políticos e culturais de diversas correntes para chegar a um acordo nacional que lhe permitisse governar.

"Convidei Álvaro Uribe Vélez, a quem me opus ao longo deste século, para falar comigo sobre os problemas do país. Mas é simbólico, porque o que também queremos é que milhões de colombianos entrem no modo de diálogo", disse Petro ontem, quando pegou suas credenciais como novo presidente da Colômbia.

Desde as eleições, Uribe adotou uma linha muito mais conciliadora do que os atuais representantes eleitos do Centro Democrático, que estão lutando pela liderança da oposição.

No próprio dia das eleições, logo após a pré-contagem ter apontado a provável vitória de Petro sobre Rodolfo Hernández no segundo turno, Uribe escreveu no Twitter que "para defender a democracia é necessário respeitá-la".

"Gustavo Petro é o presidente. Que você seja guiado por um sentimento: Colômbia primeiro", disse.

Petro assumirá a Presidência da Colômbia em 7 de agosto, sucedendo Iván Duque, também do Centro Democrático. EFE