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O Ministério de Defesa da Rússia qualificou as ações desta quarta-feira do destróier britânico de "HMS Defender" no sul da Crimeia como uma "violação grosseira" dos padrões internacionais, e pediu a Londres que investigue o incidente.

"As ações perigosas do contratorpedeiro do Reino Unido foram avaliadas pelo Ministério da Defesa da Rússia como uma violação grosseira da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982", destacou a entidade militar em um comunicado.

Além disso, o Ministério da Defesa exigiu uma "investigação completa sobre as ações da tripulação do destróier Defender para prevenir incidentes semelhantes no futuro".

A pasta chefiada por Sergey Shoigu comunicou sua posição hoje ao adido militar do Reino Unido, a quem convocou imediatamente após o incidente.

O adido britânico foi informado que o navio "violou a fronteira estatal da Rússia" e entrou em uma profundidade de três quilômetros em águas territoriais russas, o que foi negado pelo Reino Unido, que afirmou ter estado em águas territoriais ucranianas.

No entanto, Moscou ressaltou que "o destróier foi avisado com antecedência sobre o possível uso de armas no caso de permanecer ilegalmente nas águas territoriais da Rússia".

"A tripulação não reagiu aos sinais de alerta óbvios correspondentes às leis navais, o que fez com que o navio da Guarda Costeira fosse forçado a disparar tiros de alerta", acrescentou o lado russo.

Além disso, como um "alerta adicional", uma aeronave russa Su-24M lançou várias bombas na frente do navio.

O Ministério da Defesa do Reino Unido, por sua vez, negou que a Marinha russa tivesse disparado tiros de advertência e garantiu que o navio estava fazendo "uma passagem inocente pelas águas territoriais ucranianas, de acordo com o direito internacional".

Segundo a entidade militar britânica, a Marinha russa realizava exercícios navais, e foi isso o que comunicou à Marinha do Reino Unido.