EFENova Délhi

A Índia registrou nesta quinta-feira um novo número recorde de infecções por coronavírus, com 412.262 casos nas últimas 24 horas, assim como o maior número de mortes contabilizadas até agora no país, 3.980, em meio a uma segunda onda da pandemia que também causa escassez de oxigênio e leitos.

Com as últimas infecções, o país asiático ultrapassou a marca dos 21 milhões de casos desde o início da pandemia, de acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde indiano.

Já a cifra de 3.980 mortes das últimas 24 horas, sobre a qual os peritos alertam que poderia ser mais elevada, eleva o total de óbitos para 230.168.

A Índia é o segundo país mais afetado no mundo pela pandemia em termos absolutos, atrás apenas dos Estados Unidos, com 32,5 milhões de casos, segundo a Universidade Johns Hopkins, e está mergulhada em uma arrasadora segunda onda que colapsou seu sistema de saúde.

O programa de vacinação, recentemente aberto a toda a população com mais de 18 anos, é visto como a melhor forma de conter o vírus, embora a taxa de inoculação esteja longe do que era esperado devido à falta de vacinas.

O país administrou 1,9 milhão de doses nas últimas 24 horas, acima dos números dos últimos dias, mas ainda baixo em comparação com os quase 3 milhões e meio de vacinas que aplicou semanas atrás.

O governo indiano reconheceu ontem pela primeira vez que o aumento dramático de casos no último mês e meio em muitos estados do país mostra uma "correlação" com o aumento da presença da variante indiana com dupla mutação, embora ainda não tenha conseguido estabelecer "uma conexão direta".

O aumento de casos no país tem sido atribuído a um relaxamento das medidas contra o coronavírus pela população e à organização de eventos de massas, como enormes comícios no contexto das eleições regionais e o festival Kumbh Mela, uma das mais antigas celebrações religiosas do mundo