EFETel Aviv

Dezenas de milhares de pessoas desfilaram nesta sexta-feira por Tel Aviv na popular Parada do Orgulho LGBT, um evento tradicional e que como a cada ano foi realizado em um ambiente festivo, em uma cidade que foi tomada por bandeiras com as cores do arco-íris.

A música tomou conta das ruas durante o desfile em um dia de sol e muito calor, com jovens e adultos celebrando a diversidade e a força da minoria LGBT.

Os presentes marcharam diante de um forte dispositivo policial pelas ruas de Tel Aviv, enquanto muitos participantes dançavam e mostravam satisfação por poder demonstrar o amor entre pessoas do mesmo sexo.

Ao contrário da Parada do Orgulho Gay de Jerusalém, realizada na semana passada e marcada por reivindicações políticas para os direitos de pessoas LGBT na conservadora Cidade Santa, o desfile de Tel Aviv foi marcado por um espírito festivo em uma cidade liberal e laica, considerada "a bolha israelense", mas também mostrando conteúdos com tom reivindicativo.

"Defendemos a paz e a igualdade para nossa gente, incluindo os LGBT, e pedimos uma mudança nas leis que discriminam estas e quaisquer outras minorias em Israel", declarou à Agência Efe Eli Gozansky, um homem de cerca de 50 anos que marchou com um cartaz vermelho com símbolos comunistas.

Para Gozansky, o evento não só é uma festa, "mas deveria significar o início de uma luta contra o Governo de direita do país".

No desfile, que neste ano completou seu 21° aniversário, foram vistas inclusive bandeiras do partido direitista Likud, liderado pelo primeiro-ministro interino de Israel, Benjamin Netanyahu, que recentemente nomeou ministro de Justiça Amir Ohana, um político gay de sua legenda.

"É um privilégio estar aqui. Devemos defender nossos direitos", disse à Agência Efe Eliyah Skital, um judeu religioso homossexual que marchou com um kipá na cabeça.

"Podemos combinar as duas coisas", acrescentou o jovem, considerando que ser gay e judeu não são duas condições incompatíveis, apesar da rejeição em relação aos LGBTs por grande parte dos ramos ortodoxos e ultraortodoxos no país.

Entre os presentes na passeata, na qual anualmente participam cerca de 250 mil pessoas, além dos cidadãos de Israel, havia também muitos estrangeiros.

Thijs Knoeff, um jovem holandês, viajou de seu país somente para acompanhar o desfile, onde mostrou entusiasmo pelas "boas vibrações" do evento.

"Há muitas festas gays na Holanda, mas em Tel Aviv é uma loucura", ressaltou entre a alegre multidão.