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Três participantes do concurso de beleza Miss Terra acusaram um dos patrocinadores de assediá-las sexualmente durante uma das atividades prévias ao evento final realizado no sábado passado em Manila, capital das Filipinas.

A representante de Guam, Emma Sheedy, se uniu nesta quinta-feira às denúncias feitas ontem pelas representantes de Canadá, Jaime VandenBerg; e Reino Unido, Abbey-Anne Gyles-Brown, sobre as propostas e ações de Amado Cruz, proprietário de vários restaurantes na capital filipina.

As três participantes utilizaram suas respectivas contas de Instagram para relatar como Cruz entrou em contato com elas para pedir favores sexuais ou que fossem com ele a sua residência, além de tentar entrar no quarto de hotel de uma delas.

VandenBerg, a primeira a denunciar o caso, afirmou que em um dos eventos realizados no Manila Yacht Club ela e outras seis participantes se sentiram "inseguras" por causa da atitude do patrocinador e decidiram retornar ao hotel.

Gyles-Brown acrescentou que nesse dia as meninas se queixaram para os responsáveis do concurso, mas estes "só riram", e garantiu que se sentiu "explorada, vulnerável e assediada sexualmente".

"Fiquei traumatizada por esta experiência e passei muitas noites sem conseguir dormir", disse a britânica.

A canadense, que decidiu se retirar do concurso, denunciou junto com Gyles-Brown o assédio à vice-presidente da produtora que organiza o Miss Terra, Lorena Schuck, que afirmou hoje à televisão "GMA" que vetou a presença de Cruz nas próximas etapas do concurso, mas ele acabou comparecendo ao evento final.

A vietnamita Nguyen Phuong Khanh foi coroada Miss Terra 2018, no qual também foram premiadas a austríaca Melanie Mader como Miss Ar, a colombiana Valeria Ayos como Miss Água e a mexicana Melissa Flores, como Miss Fogo.

O Miss Terra, um dos quatro concursos de beleza de maior repercussão do mundo, foi criado em 2001 pela empresa filipina Carousel para conscientizar sobre ecologia e efeitos da mudança climática.