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Um tribunal da Coreia do Sul reduziu nesta sexta-feira de 30 para 20 anos a pena da ex-presidente Park Geun-hye, ao refazer os julgamentos por corrupção e tráfico de influência que levaram à destituição da então mandatária em 2017.

O Tribunal Superior de Seul condenou Park a 15 anos de prisão por propina e a outros cinco por abuso de poder e outras acusações no caso da "Rasputina sul-coreana", segundo a sentença noticiada pela agência "Yonhap".

A corte também condenou a ex-presidente a pagar uma multa de 18 bilhões de wones (cerca de R$ 80 milhões) e impôs o congelamento de 3,6 bilhões de wones (R$ 15,5 milhões).

Park havia sido condenada em 2018 e 2019 a um período total de 30 anos, além de precisar pagar uma multa de 20 bilhões de wones (R$ 87 milhões) e enfrentar um embargo de 2,7 bilhões (R$ 2 milhões).

"Por não cumprir com o dever constitucional como presidente e cometer crimes, (Park) provocou um grande desastre na gestão dos assuntos estatais", diz a sentença do tribunal, que levou em conta que a ex-mandatária "parece ter recebido poucos benefícios pessoais e quase foi declarada politicamente falida".

Os procuradores tinham pedido uma pena de prisão de 35 anos. Como em audiências e decisões anteriores, a ex-presidente não estava presente, informou a "Yonhap".

Park foi processada em janeiro de 2018 por aceitar ilegalmente cerca de 3,5 bilhões de wones (R$ 15,5 milhões) de recursos do Serviço Nacional de Inteligência.

Naquela época, a ex-presidente, de 68 anos, já estava sendo julgada pelo caso "Rasputina", pelo qual foi destituída em março de 2017 e condenada a 25 anos de prisão, antes de o Supremo ordenar um novo julgamento por uma série de aspectos técnicos.

A redução da sentença anunciada nesta sexta-feira veio depois que o tribunal absolveu Park de uma acusação de extorsão por supostamente pressionar conglomerados a pagar doações a Choi Soon-sil, apelidada de "Rasputina sul-coreana".

O tribunal decidiu no ano passado que a solicitação de recursos não constituía "extorsão". A sentença de 18 anos de prisão de Choi foi mantida pela Suprema Corte sul-coreana em junho.

Os escândalos de corrupção que atingiram Park e envolveram grandes empresários, como Lee Jae-yong (executivo da Samsung), geraram grandes protestos na Coreia do Sul entre 2016 e 2017.