EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira "regular ou fechar" as redes sociais, acusadas por ele de "silenciar as vozes conservadoras", no dia seguinte o Twitter começar a verificar o conteúdo de suas mensagens.

"Os republicanos acham que as plataformas de mídia social silenciam totalmente as vozes conservadoras. Vamos regulamentá-las com força ou desativá-las antes de permitir que isso aconteça", disse Trump, justamente em sua conta no Twitter, seu meio de comunicação favorito.

"Não podemos permitir que as cédulas de votação em larga escala sejam estabelecidas em nosso país. Seria um bar aberto para todos trapacearem, falsificarem e roubarem as cédulas. Quem mentir mais, ganharia. Da mesma forma, as mídias sociais. Comportem-se bem. AGORA!", ressaltou, em referência à questão originária da controvérsia.

Ontem, o Twitter vinculou pela primeira vez uma mensagem de Trump que desqualificava o voto por correio com informações verificadas que contradizem o que o presidente publicou, um procedimento habitual na rede social, mas que até agora tinha resistido a aplicar ao presidente americano.

Ao clicar no alerta, a rede social redireciona para outra página dentro da plataforma em que aparece em negrito: "Trump garante, sem provas, que o voto pelo correio levará a fraude eleitoral" e são citados meios de comunicação como a "CNN" e "The Washington Post".

O alerta na rede social veio depois que Trump ter compartilhado uma mensagem na qual ele garantiu que o voto por correio nas eleições presidenciais dos EUA em novembro, inevitavelmente, teria consequências fraudulentas e levaria a uma eleição fraudulenta.

O presidente estava reagindo à decisão do governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, de enviar cédulas por correio a todos os eleitores registrados no estado como uma medida excepcional diante da pandemia da Covid-19.

O Twitter é a rede social mais usada por Trump, através da qual ele se comunica diretamente com seus apoiadores sem passar pelo filtro da mídia tradicional e onde acumula mais de 80 milhões de seguidores. EFE

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