EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que a Turquia se comprometeu com um "cessar-fogo permanente" na Síria e que, como consequência, ele ordenou a suspensão de todas as sanções americanas impostas neste mês contra três ministros turcos.

"Nesta manhã, o governo da Turquia informou ao meu governo que vai parar os combates e tornar permanente o cessar-fogo", disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

Trump ordenou ao secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que inicie o processo para suspender as sanções aplicadas em 14 de outubro aos três ministros.

"As sanções serão revogadas, a não ser que aconteça algo que não nos deixe satisfeitos (...). Nos reservamos o direito de reimpor sanções fragilizantes, incluindo mais tarifas ao aço e aos demais produtos da Turquia ", declarou Trump.

O presidente americano opinou que o compromisso da Turquia com um cessar-fogo definitivo "é um resultado criado pelos Estados Unidos, e não por nenhuma outra nação", em uma clara referência à Rússia, que ontem selou um acordo com a Turquia para criar uma zona de segurança no norte da Síria.

"Outras nações decidiram ajudar, e acreditamos que isso é muito bom", afirmou Trump, que foi criticado em Washington por ter criado um vazio - ao ordenar a retirada das tropas americanas do norte da Síria - que a Rússia se apressou em preencher.

"O anúncio de hoje valida a nossa forma de proceder com a Turquia, que há apenas duas semanas foi criticada, e agora as pessoas estão dizendo: 'uau, que grande resultado, parabéns'. É cedo para que me parabenizem, mas fizemos um grande trabalho, salvamos muitas vidas", elogiou-se.

Trump agradeceu a Erdogan, a quem descreveu como "um homem que ama seu país e que acredita que está fazendo o certo", e insinuou que manterá de pé a reunião que tinha marcado com ele para 13 de novembro em Washington.

O presidente americano também afirmou que conversou por telefone com o comandante das Forças da Síria Democrática (FSD), Mazlum Abdi, e lhe agradeceu pela "grande força".

O presidente dedicou parte de seu pronunciamento a criticar a gestão de seus antecessores para os temas do Oriente Médio, alegando que gastaram "trilhões de dólares" sem "nunca querer realmente ganhar essas guerras". Além disso, defendeu a intenção de se afastar da região.

"Vamos deixar que outros lutem por estas terras manchadas de sangue há tanto tempo", finalizou.