EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta terça-feira demissão do seu assessor de Segurança Nacional, John Bolton, e destacou ter discordado de muitas das sugestões feitas pelo conselheiro.

"Informei a John Bolton ontem à noite que seus serviços não são mais necessários na Casa Branca. Discordei fortemente de muitas de suas sugestões, assim como outras da administração, e, portanto, pedi a John sua demissão, que me foi entregue nesta manhã", afirmou Trump em mensagem no Twitter.

"Agradeço muito a John por seu serviço. Vou nomear um novo consultor de segurança nacional na próxima semana", completou o chefe de governo dos EUA.

Conhecido pelas suas posições beligerantes a respeito da Coreia do Norte e do Irã, Bolton era a terceira pessoa que ocupava o cargo desde a chegada de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2017, após Michael Flynn e H.R. McMaster. Ele já havia sido reprovado pelo presidente pelo fracasso na estratégia a respeito da Venezuela.

Segundo a agenda enviada pela Casa Branca, menos de uma hora antes do anúncio de Trump, Bolton figurava como um dos participantes de um ato junto com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

O agora ex-funcionário do governo reagiu à demissão também via Twitter, com uma breve mensagem. "Ofereci a minha demissão na noite passada, e o presidente Trump disse: 'Falemos amanhã sobre isso'", escreveu o ex-assessor.

John Bolton foi um dos promotores do falso argumento sobre as armas de destruição em massa, que levou à invasão do Iraque em 2003. Em 2006, teve que deixar o cargo de embaixador americano para as Nações Unidas depois de apenas 14 meses, devido à recusa do Senado americano a confirmá-lo definitivamente para ocupar o posto.