EFEDavos (Suíça)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira confiar no Senado de seu país, em relação ao julgamento político aberto contra ele e cujas regras foram aprovadas nesta madrugada, no momento que ele está na Suíça participando do Fórum Econômico Mundial de Davos.

"Tenho muita confiança no Senado", disse Trump, ao ser questionado pela imprensa interessada em seu comentário sobre o julgamento político iniciado ontem, no mesmo dia em que se gabava para a audiência do Fórum sobre o "boom econômico" pelo qual os EUA vêm atravessando.

Enquanto ontem não fez nenhuma menção, mesmo indireta, sobre sua situação política em em Washington, Trump disse hoje a jornalistas suíços que o Senado "fará o que for necessário".

Em diversas oportunidades, Trump chamou seus acusadores de "mentirosos" e "corruptos", bem como parte da imprensa crítica.

Trump defendeu a participação de seu advogado e ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, durante a audiência. Um de seus associados alegou que o presidente "sabia de tudo" sobre seus esforços para pressionar a Ucrânia que investigasse o ex-vice-presidente americano, Joe Biden.

De acordo com Trump, a imprensa e a oposição política estão maltratando Giuliani e "ele não merece isso".

"Eu não cometi nenhum crime", disse repetidas vezes Trump, chamando a situação atual de "caça às bruxas".

Antes de falar com a imprensa, Trump se reuniu com o presidente iraquiano, Barham Salih, com quem esperava abordar a questão da presença de tropas americanas em seu país, que é um dos pontos centrais das tensões no Oriente Médio e que envolvem o Irã.

Ontem, o mandatário americano tinha se encontrado com o primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, cujo governo se ofereceu para mediar o conflito entre EUA e Irã.