EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro interino de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram ontem por telefone e concordaram em manter a "cooperação" contra as "atividades malignas" do Irã na região, em um momento de fortes tensões com Teerã.

Um porta-voz da Casa Branca, Judd Deere, informou em comunicado nesta quinta-feira que os dois governantes conversaram sobre "a cooperação entre Estados Unidos e Israel para promover seus interesses nacionais compartilhados de segurança nacional".

O diálogo esteve particularmente focado nos "esforços para prevenir as ações malignas do Irã na região", acrescentou o porta-voz na nota.

A conversa telefônica aconteceu no mesmo dia em que Trump ameaçou "aumentar em breve e substancialmente" as sanções sobre o Irã, dentro da campanha de "pressão máxima" que Washington mantém contra Teerã desde que o presidente americano decidiu retirar seu país do acordo nuclear de 2015.

Os países europeus e o Irã concordaram no ano passado a permanecerem no acordo em troca de que os outros signatários apoiassem o desejo dos iranianos de ter acesso aos mercados internacionais, mas Teerã acabou perdendo a paciência há algumas semanas e começou a reduzir os compromissos firmados no pacto.

Netanyahu, que foi um dos críticos mais ferrenhos do acordo nuclear desde o início das negociações do mesmo, pediu nesta semana que a Europa "apoiasse as sanções" impostas ao Irã por Trump, devido ao descumprimento do pacto por parte de Teerã.

No entanto, os países que seguem no acordo (Rússia, China, Alemanha, França e Reino Unido) pediram nesta quarta-feira que o Irã deixe de descumprir o pacto, mas sem apoiar a estratégia de "máxima pressão" dos EUA.

Esse foi o resultado de uma reunião extraordinária da Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), realizada em Viena a pedido dos EUA após a confirmação de que o Irã está armazenando mais urânio enriquecido e a uma pureza superior do que o permitido pelo acordo.

Além dos atritos pelo pacto nuclear, as tensões entre EUA e Irã vêm aumentando desde abril por causa do fim das isenções à compra do petróleo iraniano, pela designação do corpo de Guardiões da Revolução do Irã como terroristas por Washington e pelo aumento da presença militar americana no Oriente Médio. EFE

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