EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira o envio de "milhares e milhares de soldados fortemente armados" e oficiais da lei para conter os tumultos em Washington, capital do país.

"Estou mobilizando todos os recursos federais, civis e militares disponíveis para conter os motins e saques, para conter a destruição e os incêndios provocados e para proteger os direitos dos americanos cumpridores da lei", disse o presidente americano em discurso na Casa Branca.

Trump informou que foram tomadas "ações rápidas e decisivas para proteger" a capital dos EUA, que vive sua segunda noite de toque de recolher, com soldados fazendo o patrulhamento de ruas.

Estou enviando milhares e milhares de soldados fortemente armados, militares e policiais para deter os motins, saques, vandalismo, agressões e destruição desenfreada de propriedade", disse Trump, além de ressaltar que o toque de recolher "será rigorosamente aplicado".

O presidente dos EUA também disse estar disposto a colocar militares em cidades e estados que se recusam ao que ele definiu como "tomar as medidas necessárias" para defender "a vida e a propriedade de seus moradores".

"Hoje recomendei fortemente a cada governador que mobilize a Guarda Nacional em número suficiente para dominar as ruas", disse.

Trump cobrou prefeitos e governadores a "estabelecer uma presença esmagadora de agentes da lei até que a violência seja reprimida".

"Se uma cidade ou estado se recusar a tomar as medidas necessárias para defender a vida e a propriedade de seus residentes, então eu irei destacar os militares americanos e resolver rapidamente o problema para eles", advertiu.

O chefe do Escritório da Guarda Nacional, general Joseph Lengyel, disse no Twitter que "17.015 soldados e aviadores da Guarda Nacional estão ajudando agências civis estaduais e municipais a responder aos distúrbios civis".

No final de seu discurso na Casa Branca, Trump afirmou que iria "prestar homenagem em um lugar muito, muito especial".

Pouco depois, cercado por alguns de seus conselheiros, ele deu o extraordinário passo de sair da residência presidencial e atravessar a Praça Lafayette até a Igreja Episcopal de Saint John's, onde todo chefe de governo dos EUA desde o século 19 tem orado.

Trump posou para as câmeras com uma Bíblia na mão em frente às janelas da igreja, cujo porão foi um dos lugares incendiados por vândalos durante os protestos de domingo, embora as chamas tenham causado poucos danos.

"O maior país do mundo. E nós vamos mantê-lo seguro", disse Trump.