EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira uma investigação completa sobre a morte do milionário Jeffrey Epstein dentro de uma penitenciária federal em Nova York e voltou a compartilhar uma teoria conspiratória que acusa o ex-presidente Bill Clinton teria ligação com o caso.

"Quero uma investigação completa", disse Trump a jornalistas no aeroporto de Morristown, em Nova Jersey, onde passa alguns dias de férias.

Essa foi a primeira declaração pública do presidente sobre a morte de Epstein. Os dois se conheciam e, depois de o milionário ter sido preso acusado de manter uma rede de exploração sexual de menores, a emissora "NBC" divulgou um vídeo em que Trump participava de uma festa com Epstein em um clube da Flórida.

No Twitter, Trump já tinha compartilhado uma teoria conspiratória sobre a possibilidade de Epstein ter cometido suicídio no Correctional Metropolitan Center, relacionando a morte com o ex-presidente Bill Clinton, que também conhecia o milionário.

Perguntado sobre o assunto, Trump disse que a pessoa que compartilhou a teoria, o conservador Terrence Williams, é uma pessoa "muito respeitada", com mais de 500 mil seguidores.

Além disso, Trump questionou se Bill Clinton realmente esteve na ilha privada de Epstein, no Mar do Caribe, onde supostamente o milionário organizava encontros entre personalidades e mulheres, muitas delas menores de idade.

"Bill Clinton foi à ilha? Essa é a pergunta. Se vocês responderem isso, vão saber muitas coisas", sugeriu Trump aos jornalistas.

Ontem, o procurador-geral dos EUA, William Barr, afirmou que houve "sérias irregularidades" na prisão onde Epstein era mantido à espera do julgamento pelas acusações de tráfico sexual de menores. O milionário foi encontrado morto na manhã de sábado.

O Departamento de Justiça e o FBI estão conduzindo duas investigações para tentar esclarecer as circunstâncias da morte. Barr prometeu que ambas irão "a fundo" no caso para descobrir como Epstein morreu dentro da prisão.

A morte repentina do milionário provocou uma onda de divulgação de teorias conspiratórias envolvendo as personalidades que Epstein conhecia, como o ex-presidente Bill Clinton e o próprio Trump.

Epstein já tinha sido acusado pela exploração sexual de menores no estado da Flórida, em 2008, mas na época firmou um acordo com o promotor Alex Acosta para deixar a prisão.

Acosta foi nomeado secretário de Trabalho por Trump em abril de 2017 e deixou o cargo após o escândalo ter voltado à tona. EFE

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