EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira novas sanções a Cuba, que, inclusive, proíbem que americanos se hospedem nos hotéis do país e comprem tabaco ou álcool para levar na volta.

"Anuncio hoje que o Departamento do Tesouro proibirá que os viajantes americanos se hospedem em propriedades cujo proprietário seja o governo cubano", disse Trump durante um ato na Casa Branca com ex-combatentes que participaram da fracassada tentativa de invasão a Cuba em 1961.

A medida impacta ainda mais o setor turístico de Cuba, onde todos os hotéis estão vinculados ao governo, e deixa como única opção aos americanos a hospedagem em casas particulares de trabalhadores autônomos.

Até então, os americanos podiam se hospedar em poucos hotéis em Cuba, já que o governo de Trump vetou há três anos as transações com empresas controladas pelos serviços militares, de inteligência e de segurança cubanos. As Forças Armadas controlam muitos dos alojamentos do país.

Em comunicado, o Deartamento do Tesouro explicou que, a partir de agora, os americanos também não poderão se alojar em nenhuma propriedade que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, tenha "identificado como propriedade ou controlada pelo governo cubano" ou pessoas afiliadas ao governo.

A medida afeta 433 hotéis cubanos, detalhou em entrevista coletiva Carrie Filipetti, encarregada do Departamento de Estado para as políticas em relação a Cuba e Venezuela.

O Departamento do Tesouro também proibiu que os americanos que visitem Cuba voltem com "produtos alcoólicos ou tabaco de origem cubana", o que anula uma determinação do ex-presidente Barack Obama que permitia retornar com até US$ 100 desses produtos.

O governo de Trump ainda ampliou as restrições de viagem a Cuba - onde o turismo de americanos já é proibido - ao eliminar a autorização que permitia que americanos "assistam ou organizem reuniões profissionais ou conferências em Cuba", o que só será permitido em casos excepcionais, sob solicitação.

Desde que chegou ao poder, em 2017, Trump congelou o processo de normalização de relações com Cuba iniciado pelo antecessor, Obama, ao limitar as remessas de dinheiro e impactar o setor turístico cubano. EFE

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