EFEParis

O Tribunal Correcional de Paris decidiu nesta quarta-feira que Nicolás Sarkozy, presidente da França entre 2007 e 2012, será julgado em um caso de tráfico de influência entre os dias 5 e 22 de outubro, tornando-se assim o primeiro ex-chefe de Estado do país a sentar-se no banco dos réus por uma denúncia de corrupção.

Sarkozy é acusado de oferecer, por meio de um advogado, ajuda ao juiz Gilbert Azibert, do Tribunal Constitucional, para conseguir um cargo em Mônaco em troca de informações sobre outro caso no qual é investigado e que investiga o financiamento da campanha de 2012 com dinheiro da bilionária Lilian Bettencourt, herdeira da L'Oreal.

Os promotores descobriram a oferta porque os telefones do advogado e do próprio Sarkozy estavam grampeados como parte da investigação de um outro escândalo: o possível financiamento ilícito da campanha na qual foi eleito em 2007 com dinheiro do ex-ditador líbio Muammar Kadafi.

Aposentado da vida pública desde 2016, Sarkozy também deve ser julgado nos próximos meses por irregularidades nas contas da campanha de 2012, quando perdeu para François Hollande, do Partido Socialista. Segundo a acusação, ele superou o teto máximo de gastos e recebeu dinheiro suspeito da Bygmalion, uma empresa de organização de eventos.

Outro caso que Sarkozy responde na Justiça francesa é o pagamento de uma indenização milionária ao empresário Bernard Tapie por comissões ilícitas em vendas de armamentos.