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Entre os profissionais de saúde diagnosticados com covid-19 durante a primeira onda do novo coronavírus na Espanha, 77% eram mulheres, segundo um estudo do Centro Nacional de Epidemiologia (CNE) do Instituto de Saúde Carlos III.

Publicado nesta quinta-feira, na revista do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças, o estudo indica também que 20% de todos os positivos identificados eram profissionais da saúde.

A pesquisa analisou dados dos 218.652 casos confirmados por exames de PCR notificados pelas regiões espanholas entre 31 de janeiro e 27 de abril e repassados à Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica (RENAVE).

A maioria das pessoas contagiadas que não foram internadas corresponde a mulheres, 65,5%. Já os casos mais graves ocorreram com mais frequência entre os homens: prova disso é que 69% dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) foram ocupados por homens, que representam 56% dos pacientes, segundo o estudo.

Também há diferenças entre os sexos no que diz respeito aos sintomas, com uma prevalência maior e problemas gastrointestinais em mulheres e respiratórios em homens.

Os contágios começaram a diminuir progressivamente seis dias após a implantação do confinamento domiciliar obrigatório em toda a Espanha, no dia 15 de março.

No entanto, o estudo constata o elevado impacto do patógeno em pessoas com mais de 70 anos e evidencia que os pacientes com problemas cardiovasculares ou renais crônicos tiveram mais risco de ter complicações graves.

De acordo com o levantamento, 45,4% dos positivos da primeira onda precisaram ser internados, 4,5% em UTIs, e 11,9% morreram. O estudo mostra que 95% dos mortos com covid-19 tinham ao menos uma doença subjacente.

Desde o início da pandemia, a Espanha reportou 1.785.421 casos de covid-19, entre eles 48.777 mortes, segundo os dados oficiais. EFE

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