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Seul registrou nesta segunda-feira um nível recorde de poluição atmosférica, depois que o índice PM 2.5 chegou a 188 microgramas por metros cúbicos, segundo dados coletados por estações de medição da capital sul-coreana.

Este volume é o mais alto registrado na cidade desde que começaram a realizar medições em 2015, supera em muito o anterior número recorde (99 microgramas registrados em 25 de março do ano passado) e representa mais de sete vezes o nível de 25 microgramas recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A poluição obrigou o Governo Metropolitano a ativar o protocolo por níveis nocivos, que obriga metade dos carros matriculados em Seul a não circular, enquanto o Ministério de Meio Ambiente instruiu às usinas termelétricas situadas perto de Seul que reduzam sua produção a 80%, informou a agência "Yonhap".

Trata-se do quarto dia em que Seul, coberta hoje por um denso smog, e a região central sul-coreana experimentam altos níveis de partículas cancerígenas.

Poucos dias antes do aumento dos níveis de poluição na cidade, o prefeito de Seul, Park Won-soon, voltou a disparar contra as autoridades da capital chinesa, Pequim, que foram responsabilizadas por parte da poluição que atinge a cidade sul-coreana.

Park assegura que vários estudos indicam que entre 50% e 60% destas partículas em suspensão procedem da China, principalmente de Pequim, situada a 900 quilômetros ao noroeste de Seul.

Em todo caso, o altíssimo nível de poluição na Coreia do Sul nestes dias coincidiu com os índices mais altos neste ano detectados em Pequim no fim de semana e com o fato de que desde sexta-feira, os ventos sobre a península procederam da China, segundo a Administração Meteorológica da Coreia (KMA).

A KMA disse que os níveis de poluição começarão a cair amanhã, coincidindo com a chegada de correntes frias desde o norte.

Cerca de 20 milhões de pessoas, praticamente a metade da população sul-coreana, vivem em Seul e em sua região divisória.