EFELos Angeles (EUA)

Dois homens que dizem ter sido vítimas de abusos sexuais cometidos pelo falecido cantor Michael Jackson quando eram crianças poderão reabrir processos contra empresas do cantor.

O Segundo Distrito da Corte de Apelações, com sede em Los Angeles, decidiu em favor de Wade Robson e James Safechuck, as duas supostas vítimas do Rei do Pop que detalharam as acusações contra o cantor no documentário "Deixando Neverland", lançado pela "HBO" no ano passado.

O juiz que analisou o caso aceitou o recurso de Robson e Safechuck graças a uma mudança nas leis da Califórnia. Até o ano passado, a legislação do estado estabelecia que acusações de abuso sexual contra menores fossem apresentadas antes que as vítimas completassem 26 anos. Agora, o limite é de 40 anos.

A decisão abre caminho para que as duas supostas vítimas sigam com os processos contra as empresas MJJ Productions e MJJ Ventures, que pertenciam à Jackson na época e que são apontadas pelos autores do processo como responsáveis pelos abusos sofridos por eles.

O advogado da acusação, Vince Finaldi, comemorou a decisão. "Estamos nos preparando para apresentar esse caso a um júri", disse em nota. Já Howard Weitzman, que defende a família de Jackson, afirmou que a sentença não afeta os herdeiros do cantor, apenas duas de suas empresas.

"A decisão só revive as denúncias contra empresas de Michael Jackson. Elas absurdamente afirmam que os empregados de Michael eram de alguma forma responsáveis por um abuso sexual que nunca ocorreu", disse Weitzman.

Jackson, que morreu em 2009 aos 50 anos, foi acusado diversas vezes de ter abusado de menores de idade. Em 2005, ele foi absolvido em um julgamento no qual era acusado de ter assediado um jovem. Em 1994, porém, o cantor fechou um acordo com a família de outra criança que o denunciava pelo mesmo crime. EFE

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