EFESan Francisco

O Facebook aproveitou a situação mundial derivada da pandemia do novo coronavírus para lançar nesta terça-feira sua última aposta no comércio digital, o Shops, uma ferramenta que permite às empresas moverem seu catálogo completo de mercadorias para a rede social e aplicativos de sua propriedade, como Instagram e WhatsApp.

Através do Shops, ferramenta gratuita para uso das companhias, elas podem criar um catálogo com todos os seus produtos e respectivos preços em sua página do Facebook, perfil no Instagram, 'stories' e em anúncios pagos na plataforma, tudo isso sem a necessidade de fazer o upload das imagens e informações a cada vez. Além disso, é possível finalizar pagamentos.

A integração total dos aplicativos do Facebook e a centralização em uma única ferramenta são as principais novidades do Shops e representam um salto para a empresa sediada em Menlo Park (Califórnia, EUA), que vem tentando fazer nome no mundo do comércio eletrônico há anos.

"É uma experiência simples e consistente em todos os aplicativos, o que a torna mais fácil para as pessoas", declarou o cofundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, na apresentação virtual, acrescentando que hoje em dia eles estão vendo "muitas pequenas empresas acessando o mundo on-line pela primeira vez".

Além do Facebook e do Instagram, Zuckerberg revelou que pretende expandir as janelas de vendas futuras para o WhatsApp, Messenger e Instagram Direct, que também são de sua propriedade e nos quais as transações seriam realizadas via chat.

Apesar de ser uma ferramenta gratuita, a empresa espera que o Shops ajude a aumentar seu faturamento, impulsionando a publicidade em suas plataformas, que tem sido duramente atingida pela retração econômica causada pela pandemia.

"Nosso modelo de negócio é a publicidade, então, em vez de cobrar das empresas pelo uso do Shops, sabemos que se o Shops for útil para elas, elas geralmente vão querer comprar mais anúncios e vamos ganhar dinheiro com isso a longo prazo", explicou.

A pandemia de Covid-19 e as consequentes restrições à mobilidade e apelos ao distanciamento social em grande parte do mundo impulsionaram o comércio digital, que aumentou em mais de 90% nos EUA e em 82% na Europa, de acordo com os últimos dados.

O principal beneficiário dessa ascensão tem sido a empresa mais estabelecida no mercado de vendas online, a americana Amazon, embora as empresas que movimentam um menor volume de negócios também tenham passado por grandes aumentos de receita.