EFEBerlim

A procuradoria de Stuttgart acusou de cumplicidade em assassinatos um ex-membro da Schutzstaffel (SS) de Hitler de 94 anos, quem na função de guarda de Auschwitz-Birkenau "apoiou o funcionamento do campo e com isso o extermínio" de pelo menos 13.335 pessoas.

Segundo explicou o procurador Heiner Römhild, a Audiência Provincial de Mannheim deverá decidir agora se abrirá o julgamento do nonagenário, que através da sua advogada rejeita a acusação e garante "não ter tido conhecimento do cenário, dos objetivos e do procedimento dos assassinatos".

A procuradoria afirma em comunicado que o acusado, que à época tinha 19 anos, trabalhou como guarda em Auschwitz-Birkenau desde 25 de outubro de 1942 e que, após concluir os estudos, contribuiu para o funcionamento do campo de 1º de dezembro de 1942 até 31 de janeiro de 1943.

Neste período, chegaram ao campo de extermínio pelo menos 15 trens cheios de presos, que, como era habitual, eram selecionados na hora da chegada segundo a sua capacidade para trabalhar.

A procuradoria parte da base que, durante esse período, 13.335 pessoas foram classificadas como não aptas para trabalhar e assassinadas nas câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau.

Caso seja aberto um processo penal, o nonagenário, de nacionalidade alemã e nascido em Ruma, na Sérvia, seria julgado pela sala de menores da Audiência Provincial de Mannheim, já que no momento dos fatos tinha 19 anos e portanto, segundo a legislação, não podia ser considerado um adulto.