EFECaracas

O procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, informou nesta quinta-feira que está sendo pedido um alerta vermelho à Interpol para a captura de Euzenando Prazeres de Azevedo, que foi presidente da Odebrecht no país.

Saab fez o anúncio em uma declaração transmitida pelo canal estatal "VTV", na qual também disse que foi ativado outro alerta vermelho na Interpol contra o ex-deputado Germán Ferrer, marido da ex-procuradora dissidente do chavismo Luisa Ortega e envolvido em uma suposta rede de extorsão que teria operado no Ministério Público.

Esta trama teria sido liderada, segundo Saab, por vários funcionários de alto escalão da Promotoria, cujos nomes espera-se que sejam revelados pelo advogado preso José Parra Saluzzo, dono do escritório de advocacia Parra Saluzzo, que trabalhava para a Odebrecht.

"Parra Saluzzo está privado de liberdade e prometeu aderir ao programa de delação premiada para ele revelar nome e sobrenome dos diretores, que eram os titulares do MP que formavam o cartel de extorsão", acrescentou o procurador.

Segundo Saab, Parra Saluzzo comentou com promotores em exercício do MP que Ferrer e inclusive a própria ex-titular do MP estão vinculados à "rede de extorsão", ainda que tenha feito uma declaração de "maneira oficial à Justiça".

O chefe da Promotoria assegurou na quarta-feira que existiu uma relação "direta" e "concreta" entre três procuradores do Ministério Público, a Odebrecht e o escritório de advocacia que atendia à companhia, Parra Saluzzo, em fatos de corrupção.

Saab revelou também que estão sendo tramitados outros alertas contra os irmãos empresários Carlos Enrique Urbano Fermín e Carlos Eduardo Urbano Fermín por um suposto caso de corrupção da estatal PDVSA na Faixa Petrolífera do Orinoco.