(Informação concedida pela entidade que a assina)

"Os participantes trabalharam durante 24 horas para encontrar soluções para incentivar a presença de estudantes mulheres nos cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática e, também, estimutar que mais homens cursem estudos universitários nas áreas de humanas e ciências sociais

 O hackathon universitário organizado pela Fundação Cúpula Ibero-Americana e a Universidade de Andorra (UdA) conseguiu envolver estudantes de diferentes países da região ibero-americana para encontrar soluções a uma problemática muito atual e global: os desequilíbrios de gênero no âmbito universitário. Assim, os participantes trabalharam durante 24 horas para encontrar fórmulas para incentivar a presença de estudantes mulheres nos cursos STEM (ciência, tecnologia, engenheira e matemáticas) e, também, fomentar que mais homens cursem estudos universitários no âmbito das humanidades e as ciências sociais.


A participação na iniciativa superou todas as expectativas da organização. O país que mais se envolveu com o evento foi a Nicarágua, de onde provêm a maior parte dos participantes, animados pelas próprias universidades e pela comissão de inovação do Conselho Nacional de Universidades deste país do Caribe. A Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua, em Manágua, por exemplo, habilitou uma grande sala na qual trabalharam mais de 50 equipas durante as 24 horas que durou a iniciativa. Um dos estudantes desta universidade, Jader Antonio Dormuz, explicou que foi “uma experiência única e muito enriquecedora”. Por sua vez, José Germán Malespín mostrou entusiasmo pelo fato de poder contribuir para o desenvolvimento social não só de seu país, mas também para solucionar uma “problemática global”. Ambos qualificaram de forma positiva o resultado da experiência de trabalhar em equipes multidisciplinares.

Outros participantes de estudos relacionados com a engenharia e a informática qualificaram a experiência como um “grande desafio”, já que não dominavam os conhecimentos da área social. Brian Morales, da Universidade Nacional de Engenharia de Nicarágua, explicou que tenta “ver a problemática desde o ponto de vista humano e não tanto desde o ponto de vista da engenharia, e mostrar empatia para com a sociedade dos ensinos primário e secundário”.

Por sua vez, Juan Carrique, porta-voz de um grupo da Argentina formado por membros da Universidade Nacional do Litoral e a Universidade Tecnológica Nacional de Santa Fé, classificou o tema como “muito interessante, porque é uma problemática muito vigente e muito presente no nosso dia a dia”. Carrique também afirmou que trata-se de uma questão que deve ser trabalhada desde a escola, e que foi um desafio identificar as ações que podem impelir as universidades a conseguir mais participação de mulheres nos cursos STEM.

Também participaram da iniciativa estudantes de Chile, Colômbia, Cuba, México e Peru. Na Península Ibérica, uma das universidades com maior participação foi a Universidade Nacional de Educação à Distância (UNED) da Espanha, que teve quatro equipes. Desta universidade, o professor Sergio Martín indicou que o tema escolhido foi “muito oportuno, pois proporcionou aos participantes estímulo para investigar o assunto, aprender e internalizar conceitos sobre o problema”.

Também houve um grupo misto com a participação da Universidade de Andorra (UdA) e da Universitat Oberta de Catalunya (UOC). Alodia Rueda, estudante de bacharelado em Informática da UdA, disse que foi “uma experiência muito positiva e emocionante” e ainda salientou a dificuldade de trabalhar sobre uma questão tão complexa e transversal. Rueda acrescentou que, sobretudo, foi um grande desafio achar soluções bidirecionais, ou seja, não só para incentivar o interesse pelos cursos STEM entre as mulheres, mas também para que os homens optem pelos cursos tradicionalmente mais feminizados.

A proposta enquadra-se na celebração da XXVII Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo que Andorra organizará em 21 de abril com o tema ‘Inovação para o Desenvolvimento Sustentável -Objetivo 2030. Ibero-América perante o desafio do coronavírus’, escolhido devido à nova situação mundial e aos desafios causados pela pandemia do SARS-CoV-2.


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