EFETóquio

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou esta segunda-feira que o país pretende sediar os Jogos Olímpicos "de forma completa", e ressaltou a necessidade de se desenvolver uma vacina para o coronavírus SARS-CoV-2 o quanto antes.

Em conferência, Abe informou sobre o final do estado de emergência no país, medida que estava vigente desde 7 de abril devido ao aumento no número de casos de COVID-19.

Esse aumento no Japão e a propagação generalizada da doença pelo resto do mundo, o que impediu a realização de eventos classificatórios e o deslocamento de atletas, resultaram no adiamento dos Jogos Olímpicos, que deviam começar no dia 24 de julho deste ano.

A decisão foi adotada no dia 24 de março pelo Governo japonês e o Comité Olímpico Internacional (COI). Uma semana depois, ambos confirmaram que o megaevento terá início no dia 23 de julho de 2021.

Diversos médicos e atletas sentem que será muito difícil disputar as provas olímpicas sem uma vacina para a COVID-19. Mesmo assim, algumas competições desportivas têm sido retomadas com estádios vazios, uma possibilidade que sempre foi rejeitada pelas autoridades japonesas para os Jogos.

"O COI e o Comité Organizador trabalham atualmente na preparação dos Jogos Olímpicos de Verão do ano que vem. No entanto, a luta contra o coronavírus será a longo prazo", afirmou Abe.

O presidente do COI, Thomas Bach, disse recentemente que se as provas olímpicas não forem disputadas em 2021, será impossível haver outro adiamento.

"O Governo mantém a postura de realizar os Jogos Olímpicos de forma completa no verão do ano que vem como demonstração da vitória da humanidade contra o coronavírus", acrescentou o governante japonês.

Apesar dos esforços que estão a ser realizados, Abe destacou que a luta do Japão contra a pandemia não será suficiente "porque virão pessoas de todo o mundo e os atletas vão querer treinar".

"Considero extremamente importante o desenvolvimento de medicamentos e da vacina", disse.