Londres, 23 fev (EFE)- Andy Murray não acredita que os mais jovens do circuito estejam perto do 'Big Three', formado por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, e que o resultado do US Open teria sido o mesmo que o da Austrália caso o sérvio não tivesse atingido uma juíza de linha em Nova Iorque com uma bola.

O tenista britânico, finalista há duas semanas num Challenger em Biella (Itália), compete esta semana graças a um convite no ATP 250 de Montpellier, e na sua primeira conferência de imprensa deixou as suas opiniões sobre o ocorrido em Melbourne.

"Não é o mesmo dar a cara numa final de Grand Slam que nuns quartos de final ou numa meia-final, quando enfrentas alguém que ganhou 17 títulos", disse Murray, vencedor de três Grand Slam e que perdeu cinco finais na Austrália.

"É muito intimidante, e os rapazes mais jovens nem mostraram que estão perto. No US Open, o (Dominic) Thiem fez o que tinha a fazer para ganhar o torneio, mas se Djokovic não tivesse atingido essa juíza de linha, o resultado teria sido o mesmo que em Melbourne", acrescentou.

Além disso, Murray assegurou que tentou afastar-se do Open da Austrália, já que não conseguiu participar pois deu positivo para covid-19 poucos dias antes de voar para Melbourne.

"Vi muito pouco, porque queria ter estado lá e não pude", disse o escocês.

"Deixei de seguir todos os tenistas nas redes sociais porque na verdade não queria ver o que se estava a passar lá".