EFEMoscovo

Ivan Fedotov, guarda-redes da seleção de hóquei no gelo da Rússia, que foi detido sob a acusação de tentar fugir do serviço militar, foi enviado para uma unidade de instrução da Marinha no noroeste do país, junto ao Circulo Polar Ártico, conforme publicou esta segunda-feira o jornal "Sport-Express".

"Ivan Fedotov está atualmente na unidade militar 56529-3 em Severodonetsk, cidade na província de Arkhangelsk, num centro de instrução da Marinha da Rússia", indicou o meio de comunicação.

O guarda-redes, de 25 anos, foi detido em São Petersburgo junto a uma instalação desportiva onde treinava, e foi depois conduzido para um escritório de recrutamento, onde se sentiu mal e acabou por ser encaminhado para o Hospital Naval.

O advogado de Fedotov, Alexey Ponomariov, apresentou um recuso por irregularidades na convocatória do cliente e afirmou que o guarda-redes foi levado à noite do hospital da unidade militar.

Na Rússia, o não cumprimento do serviço militar obrigatório é punido com pena de dois anos de prisão.

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, disse em conferência de imprensa que o assunto não diz respeito ao presidente do país, Vladimir Putin, mas sim ao Ministério da Defesa.

No entanto, o próprio representante do Kremlin garantiu que não podem ser feitos comentários, "pois é a lei".

Fedotov, que atuava no CSKA Moscovo, o histórico clube do Exército soviético pertencente agora à petrolífera Rosneft, assinou contrato com os Philadelphia Flyers, que disputam a principal liga de hóquei no gelo da América do Norte (NHL), e tinha previsto viajar nos próximos dias para se juntar à nova equipa.

Fedotov conquistou com a seleção russa a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Inverno, que foram disputados este ano em Pequim, na China.