EFEAlcobendas (Madrid)

José Antonio Camacho, antigo jogador e treinador do Real Madrid, mostrou-se convencido que, caso a equipa 'merengue' perca na próxima jornada do campeonato contra o Barcelona, a direção não vai destituir o treinador francês Zinedine Zidane, que "tem aval suficiente" para continuar.

O Real Madrid chega ao clássico contra o Barcelona no Camp Nou num mau momento desportivo depois de encadear duas derrotas consecutivas contra o Cádiz, na Liga espanhola, e contra o Shakhtar Donetsk na Liga dos Campeões.

"Não acredito que Zidane seja destituído se perdem. Tem o aval suficiente do presidente e tem todas as garantias para continuar, embora no futebol não se olhe para trás e seja bastante cruel em alguns momentos", disse Camacho num torneio de pádel solidário entre ex-jogadores do Real Madrid e Barcelona.

O Real prepara a ida a Barcelona com preocupações centradas na evolução de Sergio Ramos, dúvida por lesão.

"Ramos é um jogador especial, está a bater recordes e tem muito peso dentro e fora do balneário graças às suas características físicas e humanas", opinou Camacho, que assegurou que não sabe o que falta ao Real Madrid para mudar a dinâmica de resultados.

"Não sei o que falta ao Real Madrid neste momento. O que vejo é que a equipa mais forte agora é o Bayern de Munique. Acabou a última época com um ritmo impressionante e parecem de outro nível", disse o antigo treinador do Benfica.

Sobre as suas preferências de resultado para o clássico em Camp Nou, Camacho foi claro: "Gostaria que o Real Madrid ganhasse. Um 0-2 seria bastante bonito".