EFEViena

O presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, defendeu a nova Liga dos Campeões, apresentando-a como um formato que coloca o mérito desportivo à frente dos lucros económicos.

"Como órgão de governo com o dever e a responsabilidade de defender o interesse geral e não os interesses de uma minoria, decidimos, juntamente com a Associação de Clubes e as equipas, ser fiéis aos nossos princípios e valores: mérito desportivo em primeiro lugar e o propósito, a finalidade, acima do lucro", disse Ceferin no congresso da entidade que preside que se realiza em Viena.

"Quando a UEFA ouve a maioria dos clubes, adeptos e treinadores e traça de uma vez por todas uma linha sobre a noção de qualificação para as competições da UEFA com base em coeficientes, o futebol ganha", indicou.

A UEFA aprovou esta terça-feira a nova Liga dos Campeões a partir da época 2024-2025, com uma fase inicial de liga com oito jogos e sem a aplicação do critério do coeficiente de atribuição de dois dos quatro lugares adicionais da competição, aumentando o número de equipas participantes de 32 para 36.

Ambas as medidas foram adotadas pelo Comité Executivo da UEFA reunido em Viena na terça-feira, na sequência da sua decisão de introduzir o chamado "sistema suíço" a 19 de abril de 2021 para a nova Liga dos Campeões.

As principais modificações aprovadas na terça-feira dizem respeito à redução de 10 para oito jogos na fase liga da Liga dos Campeões e à alteração dos critérios para a atribuição de dois dos quatro lugares adicionais, eliminando o acesso com base no coeficiente do clube, tal como solicitado pelas ligas e adeptos.