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O comissário da NBA, Adam Silver, reconheceu esta quinta-feira que a principal liga de basquetebol dos Estados Unidos sofreu prejuízos substanciais devido à declaração de apoio do diretor-geral dos Houston Rockets, Daryl Morey, aos protestos em Hong Kong contra o governo da China.

Depois da manifestação de Morey no Twitter no início de outubro, a emissora estatal chinesa CCTV cancelou a transmissão de dois jogos da pré-temporada da NBA no país. Várias empresas e órgãos ligados ao governo da China cortaram laços comerciais com a liga americana de basquetebol.

"Os nossos jogos vão ficar fora do ar na China enquanto conversamos. Vamos ver o que acontece depois. (...) (As consequências financeiras) são e podem continuar a ser bastante dramáticas", afirmou o comissário da NBA sobre a crise.

Cálculos extraoficiais indicam que a NBA poderá perder 500 milhões de dólares por ano se deixasse o mercado da China. Os Houston Rockets, inclusivamente, são uma das equipas com mais adeptos chineses devido ao seu ex-jogador Yao Ming.

A reação da China não parou por aí, segundo Silver. O governo de Pequim também exigiu a demissão do dirigente dos Rockets, mas o comissário disse que a NBA preferiu defender o direito de Morey de se expressar livremente.

"Nós dissemos que não havia nenhuma possibilidade disso acontecer. Nem havia hipótese de que aplicássemos alguma punição", explicou Silver.

O comissário da NBA disse estar ciente da gravidade da situação, mas garantiu estar a trabalhar para superar todas as consequências financeiras provocadas pela crise.

"Somos um negócio americano, e os nossos valores acompanham-nos em todos os lugares. Um desses valores é a liberdade de expressão. Queríamos assegurar que todos entendessem que estamos a apoiar a livre expressão", destacou Silver.