EFEBarcelona (Espanha)

O espanhol Pere Miró, diretor-geral adjunto do Comité Olímpico Internacional (COI), admitiu esta quarta-feira que é possível a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, em datas semelhantes as que estavam previstas para este ano.

"É um dos pontos que já estamos a começar a estudar como organizadores e com as federações internacionais. Não seria surpresa se fossem datas parecidas", explicou o dirigente em entrevista à emissora espanhola de televisão RAC1.

Os Jogos de Tóquio, que foram adiados ontem depois do acordo entre o Governo do Japão e o COI, seriam disputados entre 24 de julho e 9 de agosto deste ano. O atraso aconteceu em decorrência da pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 19.000 pessoas, segundo dados oficiais.

"Todos estão de acordo que esta era a única solução viável, mas tinhamos que estar todos com 100% de certeza", admitiu Miró, que revelou não ter chegado ao Comité Olímpico Internacional qualquer queixa sobre a decisão.

Antes, em conferência de imprensa, o presidente do COI, Thomas Bach, revelou que as conversas até ao anúncio do adiamento duraram cerca de 24 horas, e que entre as possibilidades avaliadas para os Jogos de Tóquio estava o seu cancelamento.

"Desde o início, contudo, ficou claro que a suspensão não era algo que o COI apoiaria de qualquer maneira, porque a nossa missão é permitir que os sonhos dos atletas se tornem realidade", disse o dirigente em videoconferência.

Bach explicou que a ideia do órgão é anunciar o mais rápido possível as novas datas para o evento polidesportivo e avançou que acontecerá entre junho e setembro de 2021.