EFEBerlim

Jogadores que atuam no futebol alemão não vão ser penalizados pela Federação Alemã de Futebol (DFB, sigla em alemão) após se manifestarem em apoio aos atos contra a morte do americano George Floyd, na semana passada, durante uma abordagem policial.

Durante a goleada de 6-1 do Borussia de Dortmund sobre o Paderborn, no último domingo, pela 29ª jornada da Bundesliga, os jogadores Jadon Sancho e Achraf Hakimi comemoraram os seus respetivos golos com uma camisola com "Justice for George Floyd" ("Justiça para George Floyd") escrito, em alusão ao negro de 40 anos que morreu em Minneapolis, nos Estados Unidos, em consequência da violência policial.

Outros jogadores, como Markus Thuram, do Borussia Mönchengladbach, Weston McKennie, do Schalke 04, e Anthony Modeste, do Colónia, também fizeram gestos de solidariedade.

O envio de uma mensagem política vai contra os regulamentos da Bundesliga, mas desde o primeiro momento que o presidente da DFB, Fritz Keller, expressou a sua compreensão pelos gestos de solidariedade.

Depois da Fifa ter pedido bom senso na avaliação dos protestos contra o racismo, os órgãos competentes da DFB optaram por dispensar qualquer tipo de sanção.

A comissão responsável considerou que as ações eram mensagens contra o racismo, com as quais os jogadores defendiam expressamente os valores da DFB, para os quais não abriria nenhum procedimento, nem agora ou no caso de outros gestos semelhantes serem apresentados nos próximos dias.

"A DFB é contra o racismo, a discriminação e a violência e defende a tolerância e a diversidade. É por isso que as ações dos jogadores têm a nossa compreensão e respeito", disse Keller.