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A FIFA e as seis confederações (UEFA, AFC, CAF, Concacaf, CONMEBOL e OFC) reiteraram "firmemente" num comunicado que a criação de uma 'Superliga' europeia restrita a certos clubes do continente não contaria com o reconhecimento da FIFA ou da confederação correspondente.

"Qualquer clube ou jogador envolvido em tal competição não poderia, portanto, participar em qualquer prova organizada pela FIFA ou sua respetiva confederação", assinala o texto publicado esta quinta-feira "à luz das mais recentes especulações nos media sobre a criação" deste novo evento.

O comunicado recorda que "de acordo com os estatutos da FIFA e das confederações, todas as competições devem ser organizadas ou reconhecidas pelo órgão competente no seu respetivo nível, pela FIFA a nível global e pelas confederações a nível continental".

"Nesse sentido, as confederações reconhecem o Campeonato do Mundo de Clubes da FIFA, no seu actual e novo formato, como a única competição mundial de clubes, enquanto a FIFA reconhece as competições de clubes organizadas pelas confederações como as únicas competições continentais de clubes", acrescenta.

Ressalta também que "os princípios universais de mérito desportivo, solidariedade, promoção e despromoção, além da subsidiariedade, são a base da pirâmide do futebol que garante o sucesso global da modalidade e são, como tal, consagrados nos estatutos da FIFA e das confederações".

"O futebol tem uma longa história de sucesso graças a esses princípios. A vitória em competições globais e continentais deve ser sempre conseguida em campo", acrescenta a declaração assinada por Gianni Infantino, presidente da FIFA, o Sheik Salman bin Ebrahim Al Khalifa, presidente da AFC, Constant Omari, presidente interino da CAF, Vittorio Montagliani, presidente da Concacaf, Alejandro Domínguez, presidente da CONMEBOL, Lambert Maltock, presidente da OFC e Aleksander Ceferin, presidente da UEFA.