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Luís Figo, ex-jogador do Real Madrid e Barcelona, disse num ato realizado em Madrid que "o futebol não tem que estar no meio de problemas políticos", em referência ao conflito que rodeia o próximo Clássico.

"O futebol, ao contrário, tem que ser uma razão para que as coisas funcionem de uma forma próxima aos valores do desporto", afirmou o português na apresentação da nova campanha de roupa da qual ele e a sua esposa, Helene Svedin, são protagonistas.

O Bola de Ouro de 2000 comentou: "As entidades competentes terão que decidir o que é melhor. Não acho que no fim se mude neste caso a data ou o local. Agora está-se a falar demasiado de uma situação que faltam dias para que ver o que acontece".

Figo afirmou que "a polícia, o governo, e as entidades desportivas saberão o que é melhor. Eu só posso opinar", acrescentou, "que os jogadores o que querem é jogar e que tenham a certeza em termos desportivos".

Figo, que viveu em primeira mão os aspetos de um partido deste calibre, pensa que seria "uma pena" que o jogo fosse disputado à porta fechada.

"Seria uma precaução para ter segurança. Eu não sou o mais competente para falar nesse sentido. Creio que no fim as coisas vão seguir o seu rumo e que não se vai trocar nada".

Em relação às declarações de Xavi Hernández e Pep Guardiola sobre a sentença do "procés", Figo disse que "cada um é livre de opinar o que quer e tomar responsabilidades pelas suas palavras".