EFEMoscovo

O Governo da Rússia negou esta terça-feira que tenha acontecido qualquer pagamento em troca de votos no país durante o processo de escolha da sede do Mundial de 2018, algo denunciado por um documento do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que se tornou público esta segunda.

"Vimos as informações pela imprensa e não entendemos do que estão a falar. A Rússia obteve o direito de receber o Mundial de forma absolutamente legal. Isso não tem nada a ver com algum suborno. Negamos categoricamente", afirmou o porta-voz da presidência, Dmitry Peskov, em conferência de imprensa.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou de maneira nominal dirigentes de terem recebido dinheiro para votar na Rússia como sede do Mundial de 2018, e no Catar para o Mundial de 2022.

O documento de 70 páginas aponta que o ex-vice-presidente da Fifa e antigo líder da Concacaf, Jack Warner, recebeu 5 milhões de dólares para votar na Rússia, que ficou à frente das candidaturas conjuntas de Portugal e Espanha, e Bélgica e Holanda, além da apresentada por Inglaterra.