EFEBudapeste/Viena

O piloto britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, e o alemão Sebastian Vettel, da Aston Martin, criticaram esta quinta-feira o Governo da Hungria pela lei que liga homossexualidade a pedofilia e pelo referendo que o primeiro-ministro do país, Viktor Orbán, quer realizar.

Numa mensagem partilhada no Instagram, escrita tendo como as cores do arco-íris de fundo, Hamilton, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, pediu que a população húngara apoie a comunidade LGBTI+ na votação que deverá ser colocada em prática.

"Quero expressar apoio aos afetados pela lei anti-LGBTI+ do Governo. É inaceitável, cobarde e equivocado que quem está no poder proponha uma lei assim", escreveu o britânico, que viajará para a Hungria no fim de semana para a etapa da temporada de Fórmula 1.

O decreto, que já está em vigor, relaciona homossexualidade à pedofilia e proíbe temas sobre diversidade sexual e mudança de género nas escolas e outros espaços nos media.

Face à onda de críticas dentro e fora do país, em especial da União Europeia, Orbán anunciou um referendo vinculativo com cinco perguntas sobre o tema, que serão formuladas para defender a posição do atual Governo húngaro.

"Apoia que escolas públicas organizem palestras sobre orientação sexual sem o consentimento dos pais?", diz uma das perguntas que será feita na consulta.

Outras são se os húngaros estão de acordo com a promoção de terapias de mudança de sexo destinadas a menores ou tornar possível que estes tenham acesso aos tratamentos.

"Qualquer pessoa merece a liberdade de ser quem quiser ser, sem importar a quem ama ou como se identifica", escreveu Hamilton.

O piloto da Mercedes, de 36 anos, que tem vindo a abraçar diversas causas sociais, ainda reivindicou que o Governo da Hungria derrube as leis que proíbem o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a adoção de crianças por esses casais.

Vettel, outro piloto que vai participar no GP da Hungria de Fórmula 1 este fim de semana, no circuito de Hungaroring, também foi duro nas críticas ao falar sobre a postura do Governo do país do leste da Europa.

"Acho vergonhoso que um país da União Europeia vote leis como essa. Não posso entender como têm dificuldades de entender a razão pela qual cada um deveria ser livre para ser como quiser", garantiu o alemão, quatro vezes campeão mundial.