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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recebeu esta terça-feira, em Caracas, a visita de Diego Maradona, que viajou ao país para expressar "apoio político" ao líder chavista.

"Que alegria ver novamente o Maradona na nossa pátria amada! A Venezuela é a sua casa, amigo e irmão de alma. Bem-vindo", escreveu o líder venezuelano no final de um vídeo que mostra o encontro entre os dois.

Nas imagens, Maduro, que está acompanhado da esposa, Cilia Flores, deseja a Maradona um "feliz ano" e diz que o ex-futebolista parece rejuvenescido enquanto ri.

O argentino responde com um abraço, nega ter feito qualquer cirurgia estética e diz: "Aqui estamos nós".

Maradona, que é treinador do Gimnasia La Plata, não esteve presente no treino da manhã de segunda-feira porque viajou à Venezuela para apoiar Maduro, como já tinha antecipado a imprensa argentina.

De acordo com o site "Toda Pasión", o treinador voltará a Buenos Aires na quinta-feira, um dia antes do recomeço do campeonato argentino.

O agente do treinador, Matías Morla, explicou há duas semanas ao jornal "El Día" que a viagem foi marcada antes de Maradona assumir o cargo e que o ex-jogador estuda fazer uma "visita" ao Brasil para se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A viagem será entre 19 e 20, e estava no contrato com o clube. É para oferecer apoio político a Nicolás Maduro", comentou Morla no dia 9 de janeiro. Em 26 de dezembro de 2019, Maradona reuniu-se com o novo presidente da Argentina, Alberto Fernández.

Maradona já expressou apoio a Maduro várias vezes, referindo-se inclusivamente ao presidente venezuelano como "irmão". A última vez que o argentino esteve na Venezuela foi em 2013, no fim da campanha eleitoral do atual mandatário.