EFELisboa

O presidente do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, descreveu as autoridades portuguesas no editorial da revista oficial do clube como "ignorantes e oportunistas" por impedirem a presença de público nas modalidades desportivas.

"Ignorantes porque não sabem reconhecer a importância social e económica de atividades que envolvem milhões de pessoas, como espectadores e como praticantes, que pagam muitos milhões de euros em impostos e que contribuem para o prestígio do país", explicou o presidente dos azuis e brancos.

Em Portugal, os jogos de futebol e outras modalidades são disputados à porta fechada e, de momento, o Governo não prevê autorizar a entrada de adeptos nos estádios e arenas até comprovar a evolução da pandemia durante o outono.

Na revista "Dragões", Pinto da Costa também argumenta que as autoridades portuguesas são "oportunistas" no que refere ao desporto já que "há certos momentos em que nunca faltam. Seja nas finais da Taça, nos jogos da Seleção ou nas alturas em que se assinala algum feito relevante de um desportista português".

Para o presidente portista, a ausência de adeptos nas bancadas é "uma decisão que prejudica todos: adeptos, jogadores, clubes e o país no seu conjunto".

"As praças de touros do Sul de Portugal estão quase cheias. Os concertos de música e espetáculos de comédia têm plateias preenchidas. Também não falta gente às iniciativas políticas dos partidos e a grandes cerimónias religiosas", recordou Pinto da Costa.

A Liga portuguesa de futebol começa na próxima sexta-feira, e tanto o seu presidente, Pedro Proença, como outros responsáveis dos clubes lusos manifestarem o seu desagrado com a proibição de adeptos nas bancadas.