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A Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil de Espanha prendeu hoje o presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, e o seu filho Gorka, durante uma operação anticorrupção ordenada pela Audiência Nacional, informaram à Agência Efe fontes da investigação.

No total, segundo as fontes, estão previstas uma dezena de detenções, como as do vice-presidente da Federação e presidente da Federação de Tenerife, Juan Padrón, além do secretário da entidade regional, Ramón Hernández Baussou.

Espera-se também a realização de operações em outras entidades e escritórios profissionais, entre elas a própria sede da RFEF e da Federação de Tenerife.

Os crimes pelos quais foram detidos são administração desleal, apropriação indébita, corrupção privada e falsificação, tudo isso em relação com a organização de jogos internacionais.

Foi no início do ano passado quando começaram as investigações, após uma denúncia feita pelo Conselho Superior de Desporto, onde acusava o presidente da RFEF de incentivar a realização de jogos entre a seleção espanhola e outras seleções, conseguindo a contratação de serviços e outras relações comerciais em benefício do filho de Villar, um advogado especialista em direito desportivo.

Através de um comunicado, a Direção-Geral da Guarda Civil diz que os investigadores determinaram que o vice-presidente financeiro da RFEF "teria supostamente ultrapassado as suas competências para gestão do património" da entidade.

Além disso, este terá favorecido a contratação de empresas em benefício próprio, como forma de compensação económica, e também terá participado, ao lado do secretário Ramón Baussou, numa operação contínua de apropriação de fundos da Federação de Tenerife, através do desvio de uma dessas empresas geridas por ambos.

A operação Soule é comandada pelo juiz da Audiência Nacional, Santiago Pedraz, em coordenação com as fiscais anticorrupção Inmaculada Violán e Esther González, e está sob segredo de justiça.

Ángel María Villar está a ser investigado noutro processo num Tribunal de Majadahonda (Madrid) por conta de um possível tratamento preferencial aos clubes Recreativo de Huelva e Marino.