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O Grupo de Trabalho da UEFA, na sua terceira visita ao Catar desde maio de 2021, recebeu a garantia, por parte de instituições e personalidades do país árabe, de que adeptos com bandeiras com as cores do arco-íris "serão bem recebidos" durante o Mundial, conforme informou o órgão presidido por Aleksander Ceferin em comunicado.

O Grupo de Trabalho da UEFA, composto por altos representantes das federações-membro e presidido por Michele Uva, reuniu-se com as principais instituições e personalidades do Catar para discutir vários assuntos.

A entidade conversou com o Comité Supremo de Entrega e Legado, com a Associação de Futebol do Catar, com o Grupo de Trabalho do Setor Hoteleiro, com o Ministério do Trabalho, com o Comitê Nacional de Direitos Humanos, com a FIFA, com trabalhadores migrantes de várias nacionalidades e diferentes setores, com o Centro de Desportos e Direitos Humanos e com o Instituto de Direitos Humanos e Empresas.

Com todos eles, a UEFA concentrou as conversas em temas como direitos humanos, mecanismos de reclamação, direitos LGBT+ e liberdade de imprensa.

No comunicado, a UEFA lembra que os direitos da comunidade LGBT+ foram "amplamente discutidos" e destacou que "foram dadas garantias" de que os adeptos serão recebidos em segurança "com bandeiras do arco-íris".

"O grupo perguntou se os funcionários dos hotéis estavam cientes da necessidade de receber todos os hóspedes sem discriminação e obteve garantias de que esse seria o caso", acrescentou a UEFA.

O Grupo de Trabalho também discutiu os direitos dos trabalhadores, reconhecendo que houve um progresso "significativo" com o impacto das mudanças legislativas demonstradas em relatórios recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o Catar.

"Desde que as novas leis laborais foram introduzidas em 2020, 242 mil trabalhadores puderam mudar de emprego (em comparação com menos de 18 mil no ano anterior). Além disso, 280 mil trabalhadores receberam aumentos salariais a partir do salário mínimo. Além disso, 338 empresas foram fechadas no último verão por não cumprimento, e distúrbios relacionados ao calor diminuíram drasticamente desde 2019 em 400%", observa a UEFA.

A questão da indemnização para trabalhadores feridos ou mortos em obras relacionadas com o Mundial também foi discutida, e o Grupo concordou que qualquer lesão ou morte em qualquer trabalho em qualquer país deve ser indemnizada.