EFEParis

Zinedine Zidane disse que "um dia" será selecionador de França, "o cúmulo" da sua ambição, na qual também há espaço para o banco do Paris Saint-Germain, mas não por agora.

Numa longa entrevista concedida em maio ao jornal L'Équipe e publicada esta quinta-feira pelo seu 50º aniversário, Zizou faz um percurso pela sua carreira e fala do futuro, tal como se sentar algum dia no banco dos "bleus", com os quais conquistou como jogador o Mundial em 1998.

"É o mais bonito que pode acontecer (...) Quero ser (selecionador), claro, vou ser, espero, algum dia. Quando? Isso não depende de mim. Mas quero fechar o círculo com a seleção", assinalou o técnico sobre a posição atualmente ocupada por Didier Deschamps, até pelo menos ao Mundial do Catar, onde defende o título conseguido em 2018.

O treinador recordou o vivido com a seleção e que isso "fica na cabeça", mas que espera pelo seu momento: "Agora há uma equipa (técnica) à frente, com objetivos. Mas se a oportunidade se apresentar, lá estarei".

Zidane afirma que, entretanto, quer continuar a treinar, e não descarta sentar-se um dia no banco do PSG, o rival do Olympique de Marselha, o clube da sua cidade natal.

"Nunca se deve dizer nunca. Sobretudo quando se é treinador nestes tempos. Mas é uma pergunta sem sentido, que não é para agora. Mas não há cinquenta clubes para os quais possa ir", disse.