EFEBruxelas

Mais de um terço dos espanhóis (40%) acredita que terá de se mudar como consequência das alterações climáticas, segundo uma sondagem sobre o clima publicada esta terça-feira pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), na qual Espanha aparece como o quinto país europeu mais preocupado com a crise climática.

A sondagem, que analisa a percepção dos cidadãos sobre as alterações climáticas na União Europeia, Estados Unidos e China, também fornece dados sobre a opinião dos cidadãos destes dois últimos países, 48% e 49% dos quais acreditam que terão de se afastar do seu local de origem por causa do aquecimento global e dos seus efeitos.

É preciso destacar que as amostras representativas recolhidas na China e nos Estados Unidos são muito menores do que as recolhidas na Europa, onde foram inquiridas mais de 28.000 pessoas, em comparação com as 1.000 pessoas nos outros dois países.

Espanha é também um dos países cujos cidadãos estão mais convencidos de que as suas acções "podem fazer a diferença no combate às alterações climáticas": 80% dos espanhóis acreditam que as suas acções podem ajudar a mitigá-la, uma percentagem dez pontos superior à média europeia, que coloca Espanha apenas atrás de Portugal.

Além disso, 65% dos espanhóis acreditam que as alterações climáticas são reversíveis.

Nesta linha, algumas das iniciativas mais populares para combater as alterações climáticas tomadas pelos espanhóis são a reciclagem (89% dos espanhóis dizem que a praticam), a utilização de garrafas e sacos reutilizáveis (75% e 89%, respetivamente), a compra de produtos locais (89%) e utilização reduzida da calefação (80%).

A crise climática é o "desafio" mais importante para 47% dos europeus, seguida pela falta de trabalho e o acesso aos serviços de saúde, segundo o estudo.

No entanto, a Europa não é o continente com mais preocupações climáticas. De acordo com a sondagem, os cidadãos chineses são os mais conscientes, com 76% dos entrevistados a eleger as alterações climáticas como a sua principal angústia.

Por outro lado, apenas 39% dos americanos escolheram esta resposta, superada pelo acesso ao sistema de saúde, a maior preocupação de 45% dos entrevistados nos Estados Unidos.

Os chineses também se destacam em termos de consciencialização, com 80% a acreditar que as alterações climáticas ainda podem ser revertidas e apenas 1% a considerar que não existem.

Na Europa, 59% dos entrevistados estão confiantes de que a crise climática pode ser revertida, enquanto 9% ainda duvidam da sua existência. Os americanos são os mais céticos, com 18% de negacionistas, e 54% dos cidadãos consideram possível uma reversão das mudanças climáticas.