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O presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse estar "consternado" pelo incêndio que esta sexta-feira deixou pelo menos dez mortos no Ninho do Urubu, o centro de treinos do Flamengo situado na zona oeste do Rio de Janeiro, e solidarizou-se "com a dor dos familiares, neste momento de luto".

O desastre ocorreu durante a madrugada no campo de treinos do clube e, segundo as primeiras informações oficiais, as vítimas são funcionários e jogadores das equipas base do clube.

Segundo um comunicado divulgado pela presidência, Bolsonaro lamentou a perda de "jovens vidas que iniciavam a sua caminhada rumo à realização dos seus sonhos profissionais".

Bolsonaro está internado no hospital Albert Einstein em São Paulo, onde foi operado para retirar a colostomia que foi colocada em setembro, depois de ter sido esfaqueado na região abdominal durante a campanha eleitoral no ano passado.

O vice-presidente Hamilton Mourão, que é adepto do clube, também expressou a sua dor pela tragédia no Twitter, onde escreveu "Força Flamengo" e pediu um "toque de silêncio".

Mourão disse estar "profundamente triste" com a tragédia e, como "adepto e desportista", também transmitiu a sua solidariedade aos familiares das vítimas, ao clube e à "Nação Rubro-Negra", em referência aos adeptos da equipa.

Segundo fontes oficiais, o incêndio aconteceu num dos alojamentos do Ninho do Urubu, onde dormiam jogadores da base do Flamengo, todos menores de 18 anos.

Os bombeiros controlaram o incêndio, mas ainda não puderam determinar as causas do desastre ou identificaram as vítimas.

A tragédia acontece um dia depois do Rio de Janeiro sofrer com um forte temporal de chuva e vento que deixou seis mortos, provocou inundações, deslizamentos de terra e queda de árvores, além de danos a veículos e imóveis.

A zona oeste, onde fica o campo de treinos do Flamengo, foi uma das mais atingidas pela tempestade.